Pois bem… talvez tenhamos finalmente descoberto o plano secreto de Putin! Durante a última década, Moscovo terá desenvolvido uma sofisticadíssima operação militar, utilizando armas absolutamente inéditas:
1. Operação “economia dividida”
Primeiro, convencer os europeus de que cada país deve olhar para o seu próprio umbigo, enquanto a economia europeia continua sem uma verdadeira estratégia comum, dependente de interesses externos e incapaz de actuar como uma potência económica unida.
2. Operação “terra queimada”
Depois, incendiar florestas por toda a Europa… milhares de hectares destruídos, ano após ano. Enquanto isso, os europeus, numa brilhante resposta militar, organizavam festivais de música, concertos e grandes eventos no meio do verão. Uma guerra moderna exige estratégia!
3. Operação “não concebam futuros soldados”
Era fundamental reduzir drasticamente a natalidade europeia.
Menos bebés, menos trabalhadores no futuro, menos jovens para sustentar uma população cada vez mais envelhecida.
4. Operação “reforço demográfico”
Como os europeus já não tinham filhos suficientes para substituir a população ativa, era necessário importar mão de obra. E assim nasceu outra fase do plano: incentivar a imigração para preencher os empregos que a própria Europa já não conseguia preencher.
5. Operação “energia”
Tornar a Europa cada vez mais dependente de energia externa e, depois, descobrir que a energia barata é bastante importante para uma economia funcionar.
6. Operação “desarmamento industrial”
Deslocar fábricas, aumentar a dependência tecnológica, desindustrializar sectores estratégicos e transformar a Europa num grande consumidor de produtos fabricados por outros.
E finalmente…
A GRANDE OFENSIVA!
Quando tudo estivesse suficientemente preparado, bastaria Moscovo aparecer à porta. Só havia um pequeno problema no plano russo: grande parte destas coisas foi a própria Europa que fez.
Mas talvez esta piada contenha uma pergunta séria: Será que todos os problemas da Europa podem ser explicados pela retórica da ameaça externa ou teremos também de olhar para aquilo que fizemos - e continuamos a fazer dentro de casa? Porque uma Europa economicamente dividida, envelhecida, dependente energeticamente, com problemas demográficos, perda industrial e enormes dificuldades para definir uma estratégia comum… não precisa necessariamente de ser “invadida”. Pode simplesmente tornar-se vulnerável por si própria.
João Gomes in Facebook