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A Ocupação Recruta “Influenciadores”, Mas Não Pode Comprar a Consciência do Mundo
Editorial da União Palestina da América Latina - UPAL
Publicado em 12/12/2025 13:00
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A recente chegada de mil influenciadores e celebridades evangélicas americanas ao território ocupado revela, sem disfarce, o desespero da entidade sionista diante da derrota de sua narrativa. Incapaz de contrapor as imagens de heroísmo, firmeza e dignidade do povo palestino, optou pela maior operação de propaganda digital desde sua fundação: transformar essas figuras em “trombetas” voluntárias a serviço da máquina de genocídio e limpeza étnica.

 

O programa intensivo que a ocupação elaborou para eles — conferências, reuniões, visitas cuidadosamente planejadas e um roteiro pré-elaborado — busca doutriná-los e transformar suas plataformas com milhões de seguidores em armas midiáticas. Tudo isso sob um plano bilionário: US$ 634 milhões alocados no orçamento de 2026 para encobrir a imagem de um regime reconhecido mundialmente como criminoso. Parte desse dinheiro irá diretamente para os bolsos desses influenciadores, que receberão entre US$ 6.100 e US$ 7.300 por cada postagem que tente esconder o sangue do nosso povo com filtros do Instagram.

 

Até mesmo empresas europeias de relações públicas, como Havas e Bridges Partners, foram contratadas para tentar reparar o irreparável. O problema? A verdade já veio à tona. Muitos artistas, formadores de opinião e celebridades romperam o silêncio e denunciaram os horríveis crimes de guerra cometidos contra famílias palestinas, as árvores arrancadas e as pedras pulverizadas em Gaza. Eles mostraram ao mundo a essência dessa entidade: um projeto colonial armado e governado por aqueles que perderam toda a conexão com a humanidade.

 

Essa ofensiva de propaganda busca absolver a ocupação, apagar seus rastros criminosos e reintegrá-la à região por meio de novos esforços de normalização. Pretendem mudar o foco do problema e apresentá-lo como uma mera “crise humanitária”, dissociada do perpetrador que tenta sobreviver impondo fatos consumados e fabricando novas mentiras. Mas o mais doloroso não vem do inimigo.

 

Desde o cessar-fogo, temos testemunhado — com amargura — uma retirada injustificada da solidariedade internacional. A solidariedade tornou-se tímida, incapaz de refletir a magnitude do sofrimento ou a ferocidade do crime. Enquanto o genocídio continua, agora menos ruidoso, mas igualmente letal, enquanto o deslocamento avança implacavelmente e enquanto Gaza permanece uma vasta prisão, o mundo parece querer virar a página.

 

Diante desta campanha sistemática de manipulação, a resposta deve ser clara: mobilizar todos os amantes e defensores da Palestina e ativar nossas próprias ferramentas de comunicação não convencionais. O povo palestino possui inúmeros influenciadores, acadêmicos, artistas, ativistas, jornalistas, criadores de conteúdo e comunicadores. É hora de unir essas vozes, fortalecer a narrativa palestina e levá-la a todos os idiomas e plataformas.

 

Conclamamos os líderes de opinião mundiais a rejeitarem o dinheiro manchado com o sangue das crianças de Gaza. Conclamamos influenciadores, coletivos, organizações e governos a assumirem sua responsabilidade histórica: disseminar as histórias de sofrimento e heroísmo, reproduzir materiais, traduzir depoimentos e sustentar uma campanha global que exalte a verdade e desmantele a propaganda colonial.

A ocupação pode comprar câmeras, viagens e publicações. Mas não pode comprar a consciência do povo.

 

A narrativa palestina continuará a crescer, forte e luminosa, enquanto houver uma única pessoa comprometida com a justiça.

 

 

União Palestina da América Latina – UPAL

 

11 de dezembro de 2025



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