A televisão estatal iraniana informou que a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) reafirmou o seu compromisso em proteger as conquistas da Revolução de 1979, enfatizando que a segurança nacional continua a ser «uma linha vermelha», uma vez que o país enfrenta o que descreveu como uma campanha coordenada com o objetivo de desestabilizar.
A declaração foi feita no momento em que as instituições de segurança reiteraram a sua responsabilidade constitucional de defender a soberania do Irão, manter a ordem pública e combater tanto a sabotagem interna quanto as ameaças externas à estabilidade.
No início do sábado, Ali Larijani, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irão, disse que o país «continua em estado de guerra», enfatizando que «nenhuma paz e nenhum cessar-fogo» foram alcançados.
Larijani alertou que o Irão continua a enfrentar pressões políticas, económicas e de segurança sustentadas, argumentando que criar crises internas nessas condições não é racional nem responsável. Ele descreveu a situação como uma guerra híbrida envolvendo sanções, guerra de informação e operações secretas.
Segundo Larijani, os recentes distúrbios não são espontâneos, mas estão a ser dirigidos do exterior com o objetivo de esgotar a capacidade do Estado e minar a coesão social.
Sanções e distúrbios
Nos últimos dias, o Irão tem assistido a protestos económicos impulsionados pela forte desvalorização do rial, pelo aumento do custo de vida e pelos efeitos a longo prazo das sanções. Altos funcionários reconheceram a legitimidade das queixas económicas e reiteraram o direito dos cidadãos a protestar pacificamente.
Ao mesmo tempo, autoridades e meios de comunicação ligados ao Estado acusaram atores estrangeiros hostis de explorar essas queixas, injetando sabotagem organizada, incêndios criminosos e violência contra instituições públicas e de segurança em manifestações que, de outra forma, seriam legítimas.
As autoridades iranianas afirmam que as evidências apontam para o envolvimento de elementos pagos e armados, incluindo redes separatistas e ligadas ao terrorismo que operam com apoio estrangeiro, bem como campanhas digitais coordenadas destinadas a inflamar a agitação e espalhar o caos.
As agências de segurança anunciaram a prisão de indivíduos acusados de organizar motins e receber financiamento estrangeiro, alertando que a violência apoiada externamente será respondida com medidas firmes e legais.
Interferência estrangeira
As autoridades enfatizaram a importância de distinguir entre a dissidência pública legítima e as tentativas de usar as dificuldades económicas como arma, como parte de uma estratégia mais ampla para desestabilizar o país, enfraquecer a posição regional do Irão e forçar concessões políticas.
Teerão condenou o que descreveu como interferência estrangeira flagrante nos seus assuntos internos, alertando que tais ações ameaçam não só a segurança nacional do Irão, mas também a estabilidade regional de forma mais ampla.
Fonte e crédito da foto: https://www.palestinechronicle.com/red-line-irgc-reaffirms-commitment-to-national-security/