Offline
MENU
Com a Venezuela e o seu Povo
Não havia, na Venezuela, uma guerra civil de extermínio de ninguém, nem uma ameaça geoestratégica contra os EUA ao contrário do que se passava no Donbass e na Ucrânia.
Publicado em 03/01/2026 19:39
Novidades

 

"Um ataque criminoso contra um povo quando dormia", assim chamou Diosdado Cabello, ministro do Interior da República Bolivariana da Venezuela, ao ataque aéreo e rapto do Presidente da República, Nicolás Maduro Moros e sua mulher, durante esta madrugada, 3 de janeiro de 2026.

 

A Caixa de Pandora, que parece estar a (re)abrir-se na América Latina, das ações de "mudança de regime"e intervenções militares norte-americanas para instaurar governos vassalos de extrema-direita e fascistas ameaça chegar a outras nações da região. Aqui para roubar petróleo, ali para vingar revoluções, acolá para garantir a boa ordem no que Washington considera o seu "pátio das traseiras".

 

Não serei o único a querer testemunhar, por parte do nacional jornal-comentariato, a sua solidariedade com o agredido, contra o agressor -argumento aproveitado para criticar a Rússia-, ao invés dos primeiros ensaios que pretendem legitimar os acontecimentos na Venezuela pelo facto de "as democracias" não reconhecerem a eleição de Nicolás Maduro.

 

Não havia, na Venezuela, uma guerra civil de extermínio de ninguém, nem uma ameaça geoestratégica contra os EUA ao contrário do que se passava no Donbass e na Ucrânia.

 

Não houve nenhum ataque venezuelano contra os EUA, ao contrário do que se passou em Israel, em 2023 e que serviu de pretexto para justificar o extermínio do povo palestino em Gaza e na Cisjordânia.

 

Não há qualquer envolvimento do Estado venezuelano em narcotráfico, como reconheceram há meses os organismos especializados norte-americanos, da União Europeia e da ONU.

 

Também não há qualquer golpe de Estado interno, de acordo com as notícias que chegam da Venezuela.

Só há um roubo de petróleo reconhecido e anunciado pelo próprio Donald Trump há poucos dias e que os fanáticos "democratas" do costume ignorarão intencionalmente.

 

Ao que parece, a operação terá começado com operações de guerra electrónica, bombardeamentos seletivos com mísseis contra infraestruturas de defesa anti-aérea e uma operação de sequestro do presidente Maduro em Forte Tiuna, uma infra-estrutura militar em Caracas.

 

Não se espera do servil governo português nenhum acto de crítica deste ataque norte-americano contra o povo veneuelano. Como também só muito duvidosamente o meio milhão de portugueses e luso-descendentes poderão esperar do governo português qualquer gesto de proteção a partir da Lisboa colonizada por Washington e Bruxelas.

 

Toda a solidariedade que possamos ter com eles, precisa de estender-se a todo o povo venezuelano e a todos os povos da América Latina em perigo, em especial ao povo cubano.

 

 

Postado pelo Professor Rui Pereira no Facebook

 

Comentários