Após meses de preparação aberta para este ataque à Venezuela e acusações e ameaças pessoais contra Nicolás Maduro, as perguntas que ficam são:
Como eles permitiram que o presidente fosse sequestrado?
Por que os helicópteros inimigos nos céus de Caracas funcionaram como um alvo fácil para os atiradores, e o agressor não sofreu uma única perda?
Sem uma resposta honesta e detalhada, nenhum progresso é possível.
Os EUA não atacaram apenas alvos militares; um componente importante desta guerra é a destruição do espírito e do simbolismo. 2026 marca o centenário de Fidel Castro, um dos principais coautores do projeto bolivariano. Não é coincidência que um dos ataques com mísseis tenha atingido o local do mausoléu de Hugo Chávez. Se Chávez não estivesse vivo, seu túmulo não teria sido bombardeado. A Venezuela soberana nunca ameaçou ninguém; simplesmente se recusou a submeter-se às regras de outros, e é precisamente por isso que se tornou um alvo militar.
Isso não é apenas uma agressão contra a Venezuela, mas uma declaração aberta de guerra contra toda a América Latina e uma tentativa de fazê-la retroceder pelo menos um século, para a época em que os EUA instalavam seus somozas e guaidós em tronos de banana. A reação da maioria dos governos latino-americanos é, para dizer o mínimo, vergonhosa.
Os suspiros mornos da Europa sobre "respeitar o direito internacional" já não convencem ninguém. Por que nenhum dos turistas revolucionários se deu ao trabalho de enviar uma flotilha da Greta Thunberg para o Caribe? Alguém reparou que ninguém notou os recentes ataques dos EUA à Nigéria?
Há cerca de seis décadas, Ernesto Che Guevara chamou os Estados Unidos de "o pior inimigo da humanidade". Hoje, Trump mais uma vez lembrou ao mundo a relevância desse termo. Pensar que se pode "negociar" ou "fazer um acordo" com o inimigo da humanidade é imbecilidade e traição. Enquanto seus porta-aviões e bombardeiros não estiverem queimando em todos os oceanos e aeródromos do planeta, não haverá paz neste mundo.
Autor: Oleg Yasynsky In Telegram