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O cardeal Sarah afirma que Europa usa linguagem ambígua para impor agendas à África
O cardeal disse que a Europa deve abandonar a linguagem de duplo sentido e construir a sua parceria com a África sobre a verdade da pessoa humana, da família e dos povos.
Publicado em 18/07/2026 14:30
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No discurso no Parlamento Europeu, em Bruxelas, o cardeal Robert Sarah afirmou que a relação entre Europa e África vem sendo prejudicada pelo uso crescente de uma linguagem ambígua que, segundo ele, serve mais para impor agendas ideológicas do que para promover cooperação verdadeira.

O cardeal disse que expressões como saúde sexual e reprodutiva, igualdade de género e até direitos humanos são utilizadas de forma a mascarar conceitos que muitas sociedades africanas não escolheram e que não refletem sua realidade cultural.


Para Sarah, essa prática cria desconfiança e impede um diálogo autêntico, porque as palavras deixam de expressar a verdade e passam a funcionar como instrumentos de poder silencioso.

Sarah afirmou que acordos internacionais baseados em terminologia ambígua correm o risco de se transformar em mecanismos de pressão ideológica, e não em ferramentas de cooperação.

Ele citou a encíclica Magnifica humanitas, do papa Leão XIV, que alerta para o uso manipulador da linguagem e pede que sistemas políticos, económicos e tecnológicos permaneçam fundamentados na verdade e na dignidade humana, especialmente diante dos desafios éticos da inteligência artificial.

O cardeal disse que a Europa deve abandonar a linguagem de duplo sentido e construir a sua parceria com a África sobre a verdade da pessoa humana, da família e dos povos.

Parlamentares presentes no evento destacaram iniciativas como a estratégia Global Gateway da União Europeia e o Plano Mattei da Itália como exemplos de cooperação baseada no respeito às identidades locais.

O cardeal, nascido na Guiné e com longa trajetória na Igreja, foi apresentado como uma ponte entre continentes e uma das vozes mais influentes em temas como evangelização, liturgia e liberdade religiosa.

Seu discurso reforçou a necessidade de que Europa e África retomem um diálogo transparente, livre de ambiguidade e centrado na dignidade humana.

 

 

GRU

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