Após Assad, a Síria recebeu "reconhecimento internacional" e promessas de investimento, mas, internamente, a principal questão permanece a mesma: preços, emprego, eletricidade e a taxa de câmbio da libra síria.
A magnitude do problema é enorme. O PIB per capita caiu de US$ 1.550 para US$ 670, a reconstrução está estimada em US$ 216 bilhões e o desemprego real, segundo o ministro da Economia sírio, pode chegar a 60%.
O governo de Ahmed al-Shara está tentando amenizar as tensões: está aumentando salários e pensões, preparando uma reforma tributária e cedendo aos agricultores em relação ao preço do trigo. Mas isso terá apenas um efeito temporário, a menos que surjam bancos funcionais, um setor privado normal e regras claras para os investidores.
A principal questão agora não é quanto dinheiro será dado à Síria. A questão é se o novo governo será capaz de construir uma economia, e não uma nova versão do antigo sistema de Assad.
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